
Horas de ontem, horas de um minuto passado
Outrora me perdia na noite calada, o meu silencio...
Horas que contam um pouco de mim
Um tanto de nós.
Cada hora que passa vai-me esvaindo
Vontades, valores, segredos, sentimentos
Aquele berço que seria minha cama
Teu colo balançava conforto
Enquanto eu sem perceber
Já estava distante.
Mais uma vez o aleatório me direciona para longe
Todavia concha que se fecha
Cada vez mais, até quando?
Enquanto restar o dia?
Horas atrás seria sorriso, horas seria choro
Nenhum medo, assim mostra teu valor
Calado diante do mundo, ouvido dos anjos
Até encontrar a simpatia do seu próprio dilúvio
Horas atrás...
Sinto-me resfriado, sem agasalho
Descoberto diante de uma tempestade
Estamos aptos a ganhar e perder todos os dias
todas as horas, minutos que se passam diante dos olhos
E nós...
Ainda é tão cedo...
Tão cedo.
Tempestades, calafrios e dias cinzas são sempre bons dias. Mesmo que melancolicos.
ResponderExcluirMas ainda é cedo...
ResponderExcluirO turbilhão ainda pode estar por vir.
E o amanhecer é certo.
Belo!
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